segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ESTUDO SOBRE O NATAL: POSSO CELEBRAR?

Texto base: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaias 9.6)

Ao se aproximar o final do ano, vemos ocorrer mudanças em toda parte. São luzes, cores, enfeites e por todo lado um apelo ao comércio, à troca de presentes. São apelos comerciais que em nada lembra o real significado da festa em questão, ou seja, o Natal. Por outro lado, uma dúvida surge no meio cristão protestante: devo ou não participar das comemorações natalinas? Tentaremos com este artigo expor, sem extremismo típico de seitas, nosso ponto de vista sobre tal festa, sempre tendo como base a Bíblia e apoiado pela História da Igreja Cristã.

· O Natal na História da cristandade.

No início de minha caminhada em pesquisas teológicas, confesso, que assumi posições extremistas quanto a história do natal, contudo, com o aprofundar em pesquisar e após me balizar em sábios mestres da Palavra de Deus, pude entender como nem tudo é como acreditamos ser. Muitos fatos, como a possível origem pagã da festa, são comprovados por historiadores, mas entenderemos melhor como seguiu a história da festa.

De acordo com uma publicação apresentada pela Revista Super Interessante, em dezembro de 2006 (VEJA AQUI), tal festa é um reflexo de festas comemoradas pelos povos conquistados e anexado pelo Império romano. Esta festa era conhecida por Natalis solis invicti, ou Nascimento do Sol Vitorioso. Esta comemoração acontecia no Solstício de inverno, onde em 25 de Dezembro (dia 20 ou 21 no calendário atual) ocorreria a noite mais longa do ano e após uma noite de medo em não haver mais luz, o Sol nasceria novamente renovando as esperanças dos povos românicos. Segundo o teólogo pentecostal Severino Pedro da Silva “o dia 25 de dezembro é mencionado na História como sendo Natal pela primeira vez em 354” (Teologia Sistemática Pentecostal, Silva, 2008, p.132) e com aceitação (313 d.C.) e posterior institucionalização do cristianismo como religião oficial do império romano (391 d.C.), tal data seria mudada em homenagem ao nascimento de Cristo, o Sol da Justiça (Malaquias 4.2), que é a luz verdadeira(João 8.12).

É neste ponto que surge uma velha polêmica: como um cristão pode comemorar uma festa de origem pagã? Ou ainda, tal data foi criada pela Igreja católica paganizada, portanto, não deve ser comemorado pelos cristãos protestantes. Não pretendo persuadir ninguém, mas mostrarei meu ponto de vista. Vejamos:

1. Ainda que tal festa tenha origem em uma festa pagã, torna-se razoável que tal festa de idolatria fosse mudada para uma comemoração cristã, onde o Salvador veio ao mundo, ou como afirmam Thiago Minami e Alexandre Versignassi (2006) em artigo para a revista Super Interessante, “[...] enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas [paganismo] crescia em Roma: o cristianismo.” Seria como se hoje, os dias referentes ao Carnaval, fossem mudados pela lei para um dia em homenagem a Jesus, onde o Brasil deveria adorá-lo. Trataremos mais adiante deste ponto.

2. A segunda indagação apresentada, requer que analisemos por uma ótica histórica. Em primeiro lugar é valido ressaltar que durante os séculos IV e V não havia outra religião cristã, se não a oficial romana. E as que haviam eram todas consideradas (e ainda hoje o são) como seitas perigosas e que ainda lançam seus tentáculos sobre o mundo moderno. Exemplo disto é o perigoso Arianismo onde nega a Divindade de Cristo, ou mesmo o Gnosticismo e o Agnosticismo, seitas que negavam a humanidade e a deidade de Jesus. Tal heresia é claramente combatida por João em sua primeira carta (1 João 4.3) e pelo Apostolo Pedro em suas epístolas. Em face disto, entendemos que historicamente e institucionalmente a Igreja Cristã predominante neste período era a romana. Contudo nem mesmo tal denominação entende a data de 25 de dezembro como data real no nascim

ento de Cristo. Vejamos o que o teólogo Católico Gian Luigi Morgano, diz sobre tal comemoração:

“[...] o culto ao sol tornou-se símbolo da luta pagã contra o cristianismo. A principal festa desse culto era celebrada no "Solstício de inverno, no dia 25 de dezembro" , porque representava a vitória anual do sol sobre as trevas. Para afastar os fiéis dessas celebrações idolátricas ,com base numa temática bíblica ( cf. Ml 4,2; Lc 1,78; Ef 5,8-14) , a Igreja de Roma deu a tais festas pagãs um significado diferente”.( Padre Gian Luigi Morgano, disponível em: www.catequisar.com.br)

Portanto, a própria Igreja romana reconhece a origem pagã desta festa e aponta sua substituição como forma de evangelizar povos bárbaros inteiros. Assim, mesmo que tenha sua origem neste tipo de comemoração, como apontamos anteriormente, é valido e especial o evento natalício e aceitamos que em seu contexto histórico, tal substituição foi valida e aceitável como forma de evangelização de povos “bárbaros”.

· A Bíblia nos orienta a festejar o nascimento de Cristo.

O Evangelho de Lucas, em seu capítulo 2, deixa claro o momento especial em que o Salvador veio ao mundo. Outrossim, já no Antigo Testamento os profetas nos orientavam para o nascimento do menino Deus (Isaias 7.14; 9.6). Eis o mistério, Jesus Deus, se fez homem e veio como uma criança, mostrando a humildade característica de seu ministério. Não obstante a isto, o momento do nascimento de Cristo foi algo espetacular e digno de ser comemorado. Vejamos:

1. Os anjos celebraram o nascimento de Jesus (Lucas 2.13,14): “E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.” Ora, se os seres celestiais louvaram e celebraram o nascimento de Jesus, por que razão não poderemos fazer o mesmo? Nada mais aceitável a nós cristãos do que lembrarmos, não importa a data ou mês o nascimento do menino Deus, personificação do Amor de Deus aos homens (João 3.16; Felipenses 2.8-10)

2. Os astros celestiais também o fizeram (Mateus 2.9): “E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.” Perceba que uma estrela (astro celestial) brilhou mais intensamente e direcionou os magos( que não eram três, pois a Bíblia nada fala sobre isto) até a casa onde Jesus estava. Tudo isto com a finalidade de adorá-lo, de cultuar o único que é digno de todo louvor e toda Glória.

3. Os homens celebraram (Lucas 2.17 e Mateus 2.11): Nestes episódios percebemos tanto homens simples, como nobres celebrarem e adorarem ao menino Deus. No primeiro caso foram os pastores que estavam trabalhando, eles divulgaram a novidade e ficaram maravilhados com a noticia dada pelos anjos. No segundo grupo estavam os Magos, sem dúvidas homens nobres (sacerdotes ou sábios, conforme apresentado em Daniel 2.2), que pelos presentes ofertados mostravam realeza de Cristo e nobreza dos Magos vindos do oriente. Estes dois grupos representam a humanidade e nos apontam para a adoração não só da criança, mas do Deus humanizado e exaltado Jesus Cristo.

Por todas estas razões expostas considero louvável a comemoração natalina, independente da data que se escolha para tal, pois não há uma data historicamente correta sobre este momento. Todavia, se pela história da cristandade ocidental convencionou-se a data 25 de dezembro, podemos como servos de Deus aproveitar este momento e nos esvaziar de tudo que o mundo capitalista fez desta data, nos esvaziar de todo Papai Noel e por fim proclamar, assim como fizeram os pastores em Belém, a vinda do Salvador ao mundo, o nascimento de Menino Deus (Isaias 9.6), portanto “E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.” (Lucas 2.12-14). Em face ao exposto, concluo acrescentando ainda a nota de advertência constante na Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, onde nos fala:

“O pequeno e impotente bebê cresceu, teve uma vida surpreendente, e morreu por nós, ressuscitou, ascendeu aos céus e voltará a este mundo como Rei dos reis. Cristo governará o mundo e julgará todas as pessoas de acordo com a decisão que cada um tomou a respeito dEle. Você ainda vê Jesus como um bebê em uma manjedoura ou Ele é o seu Senhor? Tenha a certeza de não subestimar Jesus. Deixe-o crescer em sua vida!”(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, 2003, p.1345)

Jubilosamente em Cristo,

domingo, 18 de dezembro de 2011

Ratinho brinca com discussão quente com Valdemiro Santiago, mas coloca panos quentes: Ele é meu amigo

O apresentador de TV Ratinho colocou panos quentes na discussão com o Apóstolo Valdemiro Santiago. Recentemente, o apresentador do SBT criticou a “toalhinha dos milagres” da Igreja Mundial do Poder de Deus, mostrando um vídeo em que um Bispo e um fiel testemunham sobre uma dívida com um banco que sumiu depois de o fiel ter esfredado a toalha na fechadura da agência.

Ao tomar conhecimento das críticas de Ratinho, que chamou o Bispo (não identificado no vídeo) de estelionatário, o Apóstolo Valdemiro Santiago afirmou que “admirava o apresentador por sua simplicidade”, porém seria melhor que Ratinho “se recolhesse à sua insignificância” e chamou o apresentador para a briga: “Se você é homem pra isso, vem me caçar”.

Após a resposta de Valdemiro, Ratinho levou toda a história na brincadeira. “Ele é meu amigo, não vai ficar bravo não, está tudo certo”. Um dos assistentes de Ratinho, continuou a provocação: “Ele te mandou a toalhinha”. Sorridente, Ratinho respondeu: “Cala a boca! Um abraço pra ele (Valdemiro). Ele ta bravo mas é gente boa!”.

Estados Unidos querem se aliar ao Vaticano, diz WikiLeaks

De acordo com documentos revelados pelo site WikiLeaks e antecipados nesta quinta-feira pela revista italiana L’Espresso, os Estados Unidos têm interesse em ser um aliado do Vaticano.

Os os documentos revelam que a secretária de Estado americana Hillary Clinton teria orientado os embaixadores e diplomatas do país a criarem uma página na Internet para acompanhar as novidades do governo pontifício.

“O Vaticano pode ser uma potência aliada ou um inimigo ocasional. Devemos fazê-lo ver que a nossa política pode ajudá-lo a avançar em muitos princípios”, orientou o Departamento de Estado.

O interesse nos EUA estaria no tamanho do comando da Igreja Católica. “Trata-se de uma armada impressionante: 400 mil sacerdotes, 750 madres, cinco mil monges e frades, relações diplomáticas com 177 países, três milhões de escolas, cinco mil hospitais, braço operativo da Caritas com 165 mil voluntários e dependentes que prestam assistência a 24 milhões de pessoas”, afirmam os documentos.

Porém o Estado americano aponta que essa relação com o governo pontifício deve ser construída com cuidado.”Tudo depende da relação que possamos construir: devemos trabalhar juntos quando as nossas posições são complementares, assegurando que a nossa linha seja compreendida quando são divergentes”, dizem os textos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Uma pequena história de amor

Era uma vez uma ilha onde moravam os seguintes sentimentos:
a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros.
Um dia avisaram aos moradores dessa ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o Amor cuidou
que todos os sentimentos se salvassem; ele então falou:
"Fujam todos. A ilha vai ser inundada".
Todos correram e pegaram os seus barquinhos, para irem a algum
lugar seguro em um morro bem alto. Só o Amor não se apressou,
pois queria ficar um pouco mais com a sua ilha.
Quando já estava se afogando, correu para pedir ajuda.
Estava passando, nesse momento, a riqueza e ele disse:
"Riqueza me leva com você". Ela lhe respondeu:
"Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e
você não vai caber dentro dele".
Passou, logo a seguir, a vaidade e, ele lhe pediu e
ela lhe respondeu o seguinte:
"Infelizmente, não posso, você vai sujar o meu barco".
Logo atrás vinha a tristeza e um outro pedido de ajuda foi feito.
"Tristeza posso ir com você? "Ela retrucou e respondeu-lhe:
"Ah! Amor, estou tão triste que, sinceramente, prefiro ir sozinha".
Logo mais adiante vinha chegando a Alegria que, de tanto alegria e contentamento que
estava, nem ouviu o Amor e este começou a chorar.
Finalmente, eis que surge, passando perto de si um velhinho
navegando a sua embarcação e este lhe falou:
"Sobe Amor eu te levo".
O Amor radiante de felicidade nem se lembrou de perguntar
o nome daquela boa alma.
Chegando ao alto do morro, onde estavam os sentimentos, perguntou o amor à Sabedoria
quem era o velhinho que o trouxera até aquele local.
Ela lhe respondeu:

"O Tempo".

O Amor voltou a perguntar:
"O Tempo? Mas por que só o Tempo me trouxe até aqui?" A Sabedoria, então, respondeu-lhe:
"Porque só o Tempo é capaz de ajudar a entender um grande Amor".

Não estrague o seu dia

A sua irritação não resolverá problema algum.
As suas contrariedades não alternarão a natureza das coisas.
Os desapontamentos não farão o trabalho
que só o tempo poderá fazer.
O seu mau humor não modificará a vida.
A sua dor não impedirá que o sol brilhe sobre
os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas reclamações, mesmo efetivas, não acrescentarão
nos outros um grama de simpatia por você.
Aprenda com sabedoria a desculpar infinitamente,
contruindo e reconstruindo para o
INFINITO.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Assembléia na carpintaria

Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.

Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças.

Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.
A causa?


Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.

Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.

Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.

Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão.

Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:

"Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes."

A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.

Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.

Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.

Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar.

Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.

É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.

Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!!

domingo, 11 de dezembro de 2011

REFLITA

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: As perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos.

Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar.

Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás.

Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer.

Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso.

Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos. E vamos adolescendo, ganhamos peso, ganhamos, seios, ganhamos pelos, ganhamos altura, ganhamos o mundo.

Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo.

Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?

E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer.

Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade. E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.

De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a esperança. Estamos envelhecendo.

Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.

Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Afinal, o que é o tempo? Não é nada em relação a nossa grande missão. E que missão! Fique em Paz!